Roma: roteiro de três dias para conhecer os ícones da Cidade Eterna

Há 22 dias


A capital italiana é gigante se analisarmos o conteúdo histórico, artístico e cultural que guarda e que dispensa comentários. Começar a desbravá-la pede, no mínimo, três dias inteiros. Ou seja, o chegar e o partir, idealmente não devem estar nessa conta.

E como a companhia aérea Alitalia permite stopover (uma parada prolongada) na capital italiana, nada melhor do que aproveitar a Cidade Eterna antes de seguir para seu destino final.

E pensando nisso, preparamos um super roteiro de três dias na cidade.

Dia 1

O primeiro dia pede fôlego - e normalmente é quando a gente tem muito mais energia e quer ver tudo! E hoje, o conselho é não entre em nenhum dos monumento, isso te custará tempo e o melhor que você faz é ter um panorama, fazer um overview para sentir a magnitude que é estar em solo romano.


O ponto de partida é o Coliseu, mas caso você precise chegar até ele, recomendo não descer na estação que leva o nome, Colosseo. Não. Desça na estação Manzoni, da linha A, pegue a saída da via Emanuele Filiberto, entre à esquerda, em direção a Via Labicana. Caminhe alguns minutos e me conte depois a magia do que viu. Fique em silêncio, contemple, se recupere do ‘susto’, no bom sentido e quando estiver pronto, continue. Siga a Via dei Fori Imperiali para observar, ou melhor, tentar ver o que foi o Fórum Romano - o berço da Roma Antiga. Dali, você vai cair na Piazza Venezia, o palco dos discursos de Mussolini e a rotatória mais nervosa da cidade (talvez, da Itália?); e ao gigantesco Altare della Patria ou Monumento à Vittorio Emanuele - tido, pelos romanos, como ‘elefante branco’, pelo tamanho, pelas proporções e pela arquitetura que destoa do padrão local.

Siga à esquerda e encontre a escadaria que leva à Piazza del Campidoglio, desenhada por Michelangelo e que ostenta uma estátua de Marco Aurelio  e a Loba com Rômulo e Remo que remete à criação do município- as originais estão logo ao lado, no Museu Capitolino.

É natural, eu sei, nesses primeiros instantes de caminhada você já está pensando ‘que cidade é essa, eu mal me recuperei de um impacto desse e já tropeço em outra coisa assim?’. É, pois é, bem-vindo à Roma, Caput Mundi -  o termo usado nos tempos em que foi capital do mundo. 

Pegue a Via del Corso rumo à Fontana de Trevi, provavelmente a fonte mais famosa do país e do mundo, que data de 1732 e foi revitalizada em 2015, ganhando todo o seu esplendor de volta. Quanto mais cedo você for, menos turistas vai encontrar e a sua foto tende a ficar melhor. Encontrar vazia, é raríssimo (já fui as 3 e pouco da manhã e encontrei gente!). 

Pela Via delle Murate, à esquerda, a sua rota agora vai ser ver, em pouquíssimos minutos um desfile, que começa pelo Templo de Adriano e segue com ruazinha estreita e aquele monte de restaurante ‘pseudo charmoso’ porque guarda todo aquele clichê ‘toalha xadrez, flor na janela’. Não pare, para o seu bem. É tudo pega turista e isso inclui comida sofrível, atendimento ruim e preços altos. Logo, você chega ao Pantheon (leia minha coluna que conta tudo sobre o monumento aqui) e agora sim, pare para almoçar em um restaurante que é um dos templos da gastronomia romana, o Armando al Pantheon (já falei dele aqui também neste link!).

Siga o seu dia porque ainda há muito o que ver: pegue a Salita dei Crescenzi à direita em direção à Piazza Navona, outra obra de beleza absurda, ostentando três estátuas do gênio da escultura, Gian Lorenzo Bernini. É sede também da Embaixada Brasileira. Aqui, também fuja daquele desejo de sentar nos bares e restôs. Se não resistir e quiser contemplar um pouco mais a beleza, vá ao charmosinho Vivi Bistrô, na lateral esquerda e dali, rume direto ao Campo dei Fiori, outra praça histórica da cidade, que foi palco ca execução de Giordano Bruno e hospeda a feira mais antiga da cidade, de segunda à sábado, pela manhã. Muito cuidado se quiser parar por ali, os únicos possíveis são Taba Caffè e Obikà Mozzarela Bar, ideais para um aperitivo, o costume italiano de tomar um drinque, pagar só por ele e ganhar uns acepipes. Ali também fica o Forno, famoso por fazer uma das melhores pizza al taglio (quadrada, para comprar ali e comer na rua) da cidade. Para jantar, nas imediações está o Osteria della Fortunata, vive cheio, tem muito turista na fila, mas compensa; outra boa opção e muito bem frequentada pelos locais, é o Roscioli. Sempre, em Roma, se não quiser enfrentar esperas, reserve os restaurantes e caso tenha travas com o idioma, use o site Quandoo

Dia 2
Eis o dia reservado para Vaticano e imediações. Até pode parecer que vai ser mais suave e será em termos de atrações, mas é intenso no quis respeito ao que você vai visitar. Importante: antes de sair, já pense no dress code adequado, já que por aqui não é permitido regata, decote, shorts e bermuda, saia e vestidos, devem ser na altura dos joelhos, no minimo. Um bom truque é levar uma echarpe que ajuda cobrir ombros durante a visitação, podendo seguir o dia com o look, especialmente se vier no verão. Comece pela Praça São Pedro, que por si só, já é uma atração com seu estonteante colunato, as fontes, a imponência da catedral da Santa Sede na sua frente. É palco da Audiência papal, todas as quartas-feiras, pela manhã; e da Missa de Todos os Povos, aos domingos; ambas com o pontífice.

Ao entrar na basílica, que é considerada Patrimônio Mundial da Unesco, você já vai dar de cara com a obra mais aguardada e que estará à direita: a Pietà, de Micha]elangelo. Aqui também vale parar uns segundos diante do túmulo de João Paulo II. Até aqui, tudo é grátis; caso deseje subir até a cúpula, que descortina uma das vistas mais surreais da cidade, é preciso comprar ingresso. O mesmo vale para o Museu Vaticano, que além de pago, é recomendado que você compre ingressos com muita anteceência (já tivemos uma coluna toda dedicada ao Vaticano e suas tantas atrações, cada uma com um com uma página específica para venda, preços diferentes, o que é imperdível em cada visitação, passeios e horários, que podem sofrer alteração em datas festivas e de acordo com a estação do ano leia aqui).
  

Termine o dia com contemplando o Castelo Sant´Ângelo, que foi construído pelo imperador Adriano para ser a sua fortaleza e já serviu de refúgio para os papas do Vaticano - possui até um túnel ‘secreto’ que interliga ao Vaticano e é aberto para os turistas, esporadicamente, no verão. Não é necessário entrar, só ses você tiver muito tempo e disposição. Vale mesmo admirá-lo por fora, flanar por seu amplo jardim e mais uma vez, observar um incrível pôr-do-sol, na ponte que está ao seu lado e ostenta 12 estátuas do mesmo (e sempre íncrível) Bernini. 

Vá para o Trastevere, o boêmio e pitoresco bairro que mora no imaginário de muita gente, justamente por ser um reduto de romanidade, com suas janelinhas que guardam não só flores, como também os típicos varais de roupas estendidas. Outra região que pede cuidado pois as enganações aos turistas são muitas, por isso, fuja de todo e qualquer lugar que tentar te caçar na multidão, com garotos propaganda falando quase todos os idiomas. Evite também as ruas principais, já que os points que os romanos frequentam estão mais escondidos: são eles Bir & Fud e Ma che Siete Venuti a Fà para quem quer cerveja e algo mais casual, La Boccaccia se a fominha é só para matar a fome com um pizza rápida e caso queira jantar, vá ao Da Enzo al 29 (mais sobre ele aqui) ou Roma Sparita. Mais uma vez, lembre-se, reserve ou vai ter que esperar - às vezes, muito e isso vai te fazer ter que ir parar em outro lugar e nem sempre, bom!

Dia 3
O roteiro hoje começa na Piazza di Spagna, sua bela escadaria, que recentemente recebeu a chancela de uma lei e sentar em seus degraus agora é proibido e pode te render uma multa! Suba, contemple e visite a bela igreja Trinità dei Monti. 

Volte à praça, que é decorada por mais uma obra de Bernini e caminhe pela direita, em direção à Via dei Condotti, a rua das grifes e do alto luxo e do Caffè Greco, o mais antigo da cidade, criado em 1760. Claro, o burburinho fashion se espalha pelas cercanias e, digamos, as mais ‘acessíveis aos mortais’ estão na Via del Corso, o que inclui Zara, H&M, Pimkie; e a badalada Kiko, de make-up. 

Por ali, fica o celebrado Pompi, o melhor tiramisù da cidade (leia mais sobre ele em nossa coluna aqui); e o Pastificio Guerra, talvez o prato de pasta mais barato de toda a Itália: 4 euros, servido em porções generosas, para comer de pé no pequeno balcão, no pratinho de plástico, com menu que inclui duas sugestões diárias - uma sempre vegana! No dia em que eles estão de bom humor, o preço inclui um copo de vinho. Boa alternativa é garantir o seu almoço, pedir para levar ‘per portare via’, ou seja, para levar e correr para a Villa Borghese, que fica pertinho e é o maior parque do centro de Roma, e que guarda a Galleria homônima, um dos grandes acervos de pintura e escultura de todo o mundo (também já tivemos coluna sobre ela aqui). É um passeio que pode durar horas porque pode incluir visita ao museu, tem atrações gastronômicas, dá para alugar bicicleta, pedalinho, patins e piquenique (já teve texto também). Aqui, ainda fica o Pincio, mirante com vista panorâmica (mais aqui) para a Piazza del Popolo com dezenas de cúpulas ao fundo, incluindo o Vaticano, ao fundo. 

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Esta oferta/dica foi escrita por Leticia Rocha

Leticia Rocha é brasileira de coração italiano (sobretudo romano!). Tanto que é autora do Rome Sweet Rome (www.romesweetrome.com.br), um guia gastronômico com pegada cool e off turismo dedicado à cidade. Jornalista formada pela UNESP, com Mestrado em Cultura Alimentar e Tradição Gastronômica Italiana, pela Università degli Studi Tor Vergata, em Roma, Itália. Com vinte anos de experiência no mercado editorial, especializou em gastronomia, turismo e lifestyle. Já rodou o Brasil e o mundo: 21 países, em quatro continentes, estão carimbados em seu passaporte. Hoje, ela vive entre São Paulo, Roma e o mundo. Instagram: @romesweetrome facebook.com.br/romesweetromeporleticiarocha

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