Roma: como se locomover, comprar ingressos e se hospedar na cidade

Há 139 dias

Roma, a cidade das artes, da história, dos monumentos incríveis, das comidas deliciosas, do catolicismo e tantas outras características que tornam a capital italiana mágica! Quem planeja uma viagem pela Europa deve sonhar com uma visita à cidade. Mas se você acha que vai chegar na Itália falando o italiano de Tony Ramos da novela, você está enganado! O italiano da novela é bem diferente do italiano da vida real!

E para que você não chegue na cidade "mais perdido que cego em tiroteio", preparamos uma lista com alguns serviços importantes. Confere só:

Cheguei em Roma. Como ir até a cidade?
O principal aeroporto é o internacional Leonardo da Vinci - FCO, fica em Fiumicino, município próximo à capital italiana; e nele chegam os voos do Brasil.

  • Táxi: tem preço tabelado e custa 48 euros. Pegue sempre os credenciados e não os que te abordam no desembarque. Transfers privados costumam custar mais e dependem do horário - voos noturnos ou de madrugada, saem mais caro.
  • Trem: são duas opções. O Leonardo Express, que como o nome já indica, é expresso, sem paradas e chega à estação central, Termini, em cerca de 40 minutos. Custa 14 euros. Já o trem regional, mais lento e com paradas e o viajante deve fazer baldeação na estação Tiburtina, rumo à à Termini. Vale a pena em duas situações: quando o destino é o bairro do Trastevere, já que há uma estação neste bairro, mas mesmo assim pede troca de trens; e quando a pedida é gastar menos, pois custa 8 euros, mas saiba que dá mais trabalho as mudanças de trem, as escadas (nunca rolantes!) e o tempo, que acaba dando, no mínimo, uma hora. Em ambos os casos, dá para comprar na hora, nas maquininhas de auto-serviço ou online, no site da Trenitalia.
  • Ônibus: opção que melhor atende às questões de bolso e de comodidade, já que os tíquetes custam a partir de 5 euros, tem bagageiro e é direto até a Termini. Algumas empresas, como a Sit Bus Shuttle Bus, tem paradas estratégicas e boas na região da Aurelia e do Vaticano; além disso, é a mais barata, se comprar antecipado é mais econômica ainda.

Vale lembrar que há outro aeroporto, menor, o Ciampino: abriga os voos regionais e os que transitam entre a Europa, por meio das companhias low-cost. O táxi, de lá para a cidade, custa 30 euros; há ônibus expresso a partir de 4 euros (da mesma companhia citada acima, entre outras); além de opções que já pedem um perrengue, tais como metrô (Termini-Anagnina) e ônibus urbano da Atral e trem (Termini-Ciampino+ bus que integra o bilhete); ambas saem 2,70.  

Mas e Uber?
Não, não pense que o sistema funciona como no Brasil. Em Roma, só tem a opção Black e que, quase sempre, não compensa e chega a custar mais que táxi, sem falar que a frota não é tão grande como aqui e nem sempre tem carro a disposição. Se precisar de carro na cidade, opte pelo MyTaxi, um aplicativo que funciona muito bem e já calcula o valor da corrida, ou seja, você já blinda aqueles possíveis golpes à turistas e também ajuda quem tem a barreira  do idioma. A rota turística clássica dá para fazer muito bem a pé e com o sistema público de transporte (veja abaixo), mas quem quiser usar carros, patinetes, bicis e scooters compartilhados, já contamos em outra coluna como funciona e os melhores app, leia aqui.

Como funciona o transporte público?
Roma possui três linhas de metrô: na A, ficam as principais atrações da cidade, como Fontana de Trevi, Piazza di Spagna e del Popolo, Vaticano. Na B, está o Coliseu e o bairro do EUR, a Roma de Mussolini que inclui o Coliseu Quadrado e o Laguetto; a C, a mais nova, leva à regiões mais distantes e pode ser interessante aos que desejam desbravar a o reduto descolado e boêmio de Pigneto. De domingo à quinta, funciona das 5h30 às 23h30, sextas e sábados, até 1h30; mas consulte sempre o site da Atac, responsável pelo serviço, pois as linhas podem sofrer alteração mediante reformas e datas festivas. A oferta de ônibus é grande e atende bem o turista: linhas como 87 e 64 são boas opções porque entrecortam o centro histórico e levam ao Vaticano. Depois da meia-noite, entram em operação os ônibus noturnos, que passam de uma em uma hora e linhas estratégicas para todos os cantos da cidade partem da Piazza Venezia. O bilhete custa 1,50 e inclui 1 viagem de metrô e ônibus a vontade, durante 90 minutos. São vendidos nas estações, nos bares e tabacarias pela cidade - vale lembrar que não há catraca e nem cobrador nos ônibus e caso o passageiro seja abordado por um fiscal, a multa é de 50 euros, se paga no ato e pode mais do que dobrar se o acerto for feito posteriormente. Para quem quer saber mais sobre o Roma Pass, veja aqui.  

Termini é um bom lugar para ficar?
Não! Apesar de você já ter lido naquele grupo de viagens da internet, no site de avaliações, saiba que quem indica a região, é turista. Mas, para quem mora e conhece a cidade, não indica. Por vários motivos: não dá para sentir nem 1% do que é Roma de verdade, é um amontoado de loja de souvenir, restaurantes nada autênticos que vendem pizza congelada e refrigerante, sem falar na segurança. O único ponto é que está perto da Estação Central, mas você não precisa tanto de transporte público, como dito acima, para girar por aqui. Mas, claro, se a grana não dá para ficar no miolinho do centro histórico, opte por bairros como San Giovanni ou Monti, ambos próximos ao Coliseu; ou, do outro lado da cidade, em Prati, o bairro colado ao Vaticano. Todos tem estação de metrô e você pode respirar (e se encantar) com o lifestyle romano diário.

Onde comprar, antecipadamente, os ingressos das principais atrações?Sempre nos sites oficiais: o Coliseu não tem site oficial e a compra é pelo site da CoopCulture; e Galeria Borghese é pelo Gebart, um sistema que concentra vários museus. Já para o Vaticano, o ingresso do museu é neste link. Aproveite e leia nosso guia prático, que traz tudo o que você precisa saber para ver o Papa, Audiência Papal, missas, dress-code, horários, nesta coluna. Em caso de dúvidas, sempre consulte o site oficial do turismo de Roma.

Preciso guardar minha bagagem: onde há lockers pela cidade? Há aplicativos para pedir comida e fazer supermercado? Preciso de internet point. E o Roma Pass?
Já esmiuçamos esses temas por aqui, confira neste link.



Esta oferta/dica foi escrita por Leticia Rocha

Leticia Rocha é brasileira de coração italiano (sobretudo romano!). Tanto que é autora do Rome Sweet Rome (www.romesweetrome.com.br), um guia gastronômico com pegada cool e off turismo dedicado à cidade. Jornalista formada pela UNESP, com Mestrado em Cultura Alimentar e Tradição Gastronômica Italiana, pela Università degli Studi Tor Vergata, em Roma, Itália. Com vinte anos de experiência no mercado editorial, especializou em gastronomia, turismo e lifestyle. Já rodou o Brasil e o mundo: 21 países, em quatro continentes, estão carimbados em seu passaporte. Hoje, ela vive entre São Paulo, Roma e o mundo. Instagram: @romesweetrome facebook.com.br/romesweetromeporleticiarocha

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