Conheça San Blás, um paraíso caribenho na costa do Panamá

Há 19 dias

O que você faria se pudesse passar uma manhã ou uma tarde em uma ilha deserta do Caribe? E se de lá você fosse para uma outra ilha deserta na mesma região? E se tivessem 365 ilhas para você desbravar em meio às águas turquesas e cristalinas do caribe panamenho? Esse paraíso tem nome e sobrenome. E foi aqui que (aviso de spoiler) os personagens Tóquio e Rio se esconderem da Polícia na terceira temporada de La Casa de Papel.

Localizada na costa Leste do Panamá e banhado pela mar do caribe, o arquipélago Guna Yala (mais conhecido como San Blas) é um paraíso ainda praticamente inexplorado pelos turistas. E isso tem fácil explicação: com 365 ilhas, menos de 5 são habitadas por índios Kuna (explicaremos isso logo abaixo), que vivem amontoados em ilhas próximas ao porto. As demais ilhas são praticamente desertas ou habitadas por uma ou duas famílias e não há qualquer tipo de estrutura como pousadas, hotéis e resorts. 

Para curtir esse paraíso é preciso escolher uma das três opções: fazendo um cansativo bate-volta a partir da Cidade do Panamá; pernoitando em uma das poucas ilhas que têm camping como hospedagem; ou dormindo em barcos, os famosos charteres, que por lá bombam durante todo ano - esta região está livre das rotas dos furacões caribenho.

Ilhas desertas em San Blas Crédito: Sail Boat Trips


ENTENDENDO A REGIÃO

Popularmente conhecida como San Blás, o arquipélago de Guna Yala é uma comarca indígena do Panamá. E ainda que respeitem as leis panamenhas, são os índios que mandam por lá. E cada uma das 365 ilhas têm uma ou mais famílias como dono, mas eles optam por morar todos no mesmo lugar - fato pela qual menos de 5 das 365 ilhas são habitadas.

Em San Blás se vive um dia por cada vez e eles só têm o que precisam. Portanto, nada de luxo nesta região. E se não há luxo, não espere ilhas com infraestrurura, água doce em abundância, energia elétrica a vontade, sinal de celular ou internet. Agora quando o assunto é beleza, sossego e interação com natureza isso há em excesso por essas bandas.

E embora esteja dentro da rota dos furacões, San Blás é abençoada e esta parte do Panamá está protegida dos ventos e das fortes ondas. A calmaria explica o fato de ser aqui o principal destino de charter no mundo. Esta prática (hospedar-se em veleiros e catamarãs e passar dias velejando ao sabor do vento), aliás, é relativamente nova entre os brasileiros, mas já é realidade entre norte-americanos e canadenses. Para saber mais sobre a aventura de hospedar-se num veleiro, clique aqui.

Veleiros e catamarãs ancorados em uma das ilhas de San Blás Crédito: SailBoatTrips

Trocar um quarto de hotel por um barco é a melhor solução nesta região. Os poucos campings ficam localizadas em ilhas mais movimentadas e sem barco fica impossível conhecer mais do que uma ou duas ilhas. Já com barco é possível explorar boa parte das ilhas deste arquipélago. E o que não faltam são opções, incluindo embarcações de brasileiros. Uma família de Santa Catarina, que vive com seu veleiro na região, montou um site onde reúne alguns dos principais charteres de San Blás, o site Sail Boat Trips.

SAN BLÁS

Se é de ilha que você gosta, San Blás tem 365 delas pra você escolher. Tem ilhas com barco afundado, ilhas com estrelas do mar, com coqueiros, desertas, com redes e até algumas onde aparecem alguns tubarões no final da tarde. Mas calma, não se deixe abalar com a primeira impressão. O porto de San Blas é caótico e sim, talvez bata ali um arrependimento. Mas ele passará logo assim que você entrar no barco e cruzar duas ou três ilhas e o mar mudar drasticamente de cor, passando daquele azul escuro para a água turquesa. Com sorte (eu dei) você ainda verá um grupo de golfinhos dando boas-vindas ao paraíso.

A primeira parada é Caio Chichime, talvez a maior ilha deste arquipélago - andar por todo seu perímetro não dá nem 10 min de caminhada. Barracas de camping, inúmeros coqueiros e um campo de vôlei de praia fazem parte deste cenário que conta ainda com uma pequena e simples lanchonete servindo batatas-fritas, refrigerantes e cervejas. Qualquer coisa além disso vem das árvores frutíferas que estão espalhadas pela ilha. Chichime é a primeira parada do tour bate-e-volta que citamos acima e onde, geralmente, os barcos que saem do porto encontram com os charteres. Portanto, esta será a ilha mais cheia que você verá ao longo do seu passeio.

A partir daqui o roteiro vai depender do tempo, da maré e de quantos dias de viagem você terá pela frente. Geralmente charteres ficam de 3 a 4 noites com hóspedes, mas isso depende, é claro, de quanto tempo você quer ficar.

Ao todo 365 ilhas fazem parte deste arquipélago Crédito: Sail Boat Trips

Se afastando mais um pouco do porto tem outras ilhas à frente, como Salardup e suas centenas de estrelas do mar. É praticamente impossível não ver uma estrela num raio de 5 metros. E como essa ilha fica mais afastada, provavelmente só o seu barco estará por aqui. Velejando um pouco mais chega-se em Coco Bandero, uma das poucas ilhas onde mora uma família completa. Paga-se para descer na ilha, mas uma quantia simbólica. O mar em Coco Bandero é incrivelmente transparente com águas que fazem lembrar uma piscina. Se você gosta de snorkeling, aqui é um excelente destino. Mas se quiser ver vida marinha abundante, a dica é mergulhar em Morrodup - no final da tarde tubarões costumam passar por ali, mas nada de se desesperar! As espécies de tubarão encontradas em San Blas não atacam!

Na lista de ilhas incríveis, San Blas ainda conta com mais duas Benedup e Perro Chico, dois dos lugares mais abrigados (ou seja, mar muito calmo), coral colorido (ótimo para snokel) e muita vida marinha (leia-se peixes, arraias, tartarugas e tudo de mais belo que o mar caribenho possa oferecer). Ah, e como se precisasse, um naufrágio datado de 50 anos aconteceu por aqui deixando resto de um navio a mercê dos turistas mergulhadores. Tudo isso a 3 metros de profundidade. 


Esta oferta/dica foi escrita por Diego Verticchio

Jornalista, carioca (de Niterói) e flamenguista. De todas as paixões, a maior é ser pai do Pedro. E a segunda é viajar. De preferência com a família. E quando viaja, qualquer lugar vale, mas tem uma queda maior por destinos de praia!

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