Haleakala, o nascer do sol mais bonito do Havaí

Há 36 dias

É inevitável pensar no Havaí e não sonhar com as praias paradisíacas e aquelas ondas assustadoramente lindas. Comigo não foi diferente, mas me surpreendi ao chegar lá e saber que todo este território, formado por mais de 100 ilhas, tem dezenas de vulcões, muitos ainda ativos. Me chamou atenção ainda ao saber que cada uma das ilhas foi formada por seguidas erupções. Por isso não pensei duas vezes quando recebi o convite para ver o nascer do sol do alto de um desses vulcões.

Estava viajando por Maui, a segunda principal ilha do Hawaii, perdendo apenas em importância para Oahu. Depois de muito pesquisar, achei que seria um programa bem diferente do circuito praia. E escolhi o Haleakala, que fica dentro de um parque nacional homônimo, a mais de 3 mil metros de altura, e que já serviu de locação para diversos filmes que se passam no espaço.

E apesar do caminho até lá ser 100% asfaltado, é uma “viagem” um pouco cansativa se você, assim como eu, pretende ver o nascer do sol. De Lahaina, onde estava hospedado, até a entrada do parque dá aproximadamente 1h de carro. Portanto saí do meu hotel pouco antes das 4h30. Com muito café encarei uma sinuosa estrada repleta de curvas até a entrada do parque. E de lá mais uns 5 min até o estacionamento. Depois era hora de esperar o nascer o sol.

Na teoria tudo muito fácil, mas na prática é um pouco diferente. No alto do parque faz muito frio. Dependendo da época do ano as temperaturas estão negativas -  e sim, neva lá no alto. Não fui preparado para esse frio extremo - se você estiver planejando esse passeio por Maui não cometa esse mesmo erro! Estava de bermuda e um casaco bem fino. Porém, de férias, depois de muito planejar, alugar um carro e pagar tudo isso em dólar, não dava pra ficar dentro do carro com aquecedor ligado - era hora de encarar o frio e assistir a natureza dando seu espetáculo.

E ao sair do carro vi que não estava sozinho. Haviam mais turistas ali, na espera, todos muito bem encasacados, esperando o sol aparecer no horizonte. E a espera foi recompensada…. O astro rei apareceu. Primeiro laranja, daquele jeito bem forte. Mas não demorou muito para novas tonalidades surgirem diante dos meus olhos. Em menos de 10 minutos diferentes tons de amarelo foram vistos no horizonte. A beleza era tanta que já não sentia o frio de 4 graus que fazia no alto do parque. Parecia que o sol, ainda sonolento por ter acabado de acordar, me esquentava. A cena passou diante dos meus olhos. E tudo que queria era assistir esse espetáculo acompanhado de um bom vinho e admirando a paisagem, mas pela hora o máximo que consegui foi um café quente do starbucks que havia acabado de abrir.

O fato de ter ido de carro me fez chegar a tempo de assistir ao espetáculo. Alguns minutos depois do nascer do sol começaram a pipocar ônibus repleto de turistas que, supostamente, compraram este passeio para ver o nascer do sol, mas chegaram atrasado. Se você estiver pensando em fazer esse passeio, tenha isso em conta. Os havaianos são tão pontuais quanto nós, brasileiros!

Depois de assistir ao nascer o sol era hora de explorar o parque e entender o porquê de diversos filmes terem sido gravados lá, entre eles Jurassic World. A cratera do vulcão é enorme e por conta do solo avermelhado, é usado pela Nasa para experimentos. Por ali também já foram gravados filmes, mas seu acesso não é permitido. Ao menos não nessa área, mas se você quiser explorar esse gigantesco parque não tem problema. O Parque Nacional de Haleakala abrange mais de 130 quilômetros quadrados e oferece muitas trilhas. Os havaianos costumam subir de carro e lá, no estacionamento, percorrem as trilhas de bicicletas. No acesso ao parque há diversas lojas que alugam bikes. Se essa é sua praia, vai nela! A minha é admirar, fotografar e contemplar. E aproveitei que a manhã já estava a pleno vapor para exercitar esse tripé que costuma me acompanhar em todas as viagens.

E ali, diante de toda beleza, pude constatar que o Havaí é muito mais do que praias paradisíacas e aquelas ondas assustadoramente lindas.


Esta oferta/dica foi escrita por Diego Verticchio

Jornalista, carioca (de Niterói) e flamenguista. De todas as paixões, a maior é ser pai do Pedro e da Manuela. E a segunda é viajar. E quando tem uma viagem em família a coisa fica muito melhor!

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