Mulheres viajantes: quebrando horizontes (e paradigmas)

Há 15 dias

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, e inspirá-las a viajar cada vez mais, decidimos relembrar as histórias e feitos de grandes mulheres viajantes, que desafiaram convenções e partiram em busca de novos mundos (seja por terra, mar ou ar).

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Egéria


Acredita-se que Egéria seja a pioneira entre as mulheres viajantes a escrever suas aventuras. Nascida na região da Galécia (hoje correspondente ao norte de Portugal e a Galícia), ao noroeste da península Ibérica, Egéria partiu em peregrinação à Terra Santa entre 381 e 384. Seu relato é considerado o segundo testemunho escrito da caminhada ao Oriente, e o primeiro a ser feito por uma mulher.


Amelia Earhart


Foto: Harris & Ewing / Biblioteca do Congresso dos EUA

Amelia também é uma figura precursora: foi a primeira mulher a sobrevoar o Oceano Atlântico. Em busca do seu sonho de voar, arrumou diversos trabalhos para juntar dinheiro para as aulas de voo e comprar seu próprio avião, apelidado de O Canário. Ao longo da vida, quebrou cinco recordes mundiais, venceu diversas competições e realizou campanhas de apoio às mulheres na aviação. Em 1937, Amelia desapareceu no Oceano Pacífico, enquanto tentava cumprir mais uma aventura - realizar o mais longo voo de volta ao mundo de avião.

Antes desta última jornada, Earhart escreveu em carta para o marido: “Por favor, saiba que eu sei dos perigos. Mas quero fazer isso porque quero. As mulheres devem tentar fazer coisas assim como homens tentaram. Quando elas falham, suas falhas devem ser um desafio para outras”. Sua história foi levada ao cinema, no drama Amelia, estrelado por Hilary Swank.


Jeanne Baret


Jeanne foi a primeira mulher a dar a volta ao mundo pelo mar, embarcando na primeira expedição marítima francesa, em 1766, liderada pelo explorador Louis Antoine de Bougainville. Para viajar, precisou disfarçar-se de homem, já que o emprego de mulheres na marinha era proibido naquele período.


Nellie Bly


Foto: H.J. Myers/Library of Congress (USA)

Após brigar com os editores do jornal onde trabalhava, que afirmavam que “ninguém além de um homem” conseguiria bater o recorde da volta ao mundo de Phileas Fogg - personagem ficcional de Julio Verne em A Volta ao Mundo em 80 dias -, Elizabeth Jane Cochrane (que escrevia sob o pseudônimo Nellie Bly) conseguiu assumir a missão. Em 1889, ela partiu sozinha para cumprir a tarefa, que daria origem ao seu livro Volta do Mundo em 72 dias.

No mundo jornalístico, Nellie ficou conhecida por recusar pautas tipicamente femininas de moda e coluna social para focar sua carreira no jornalismo investigativo, sendo responsável por famosos artigos de denúncia das condições abusivas de um sanatório feminino em Nova York e tornar-se ainda a primeira mulher americana a ser correspondente de guerra.


Annie Londonderry


No dia 27 de junho de 1894, Annie Cohen Kopchovsky, com 24 anos, deixou os filhos e o marido nos Estados Unidos, para cumprir a empreitada de dar uma volta ao mundo em cima de uma bicicleta. Durante seu percurso, desafiou as normas de vestimenta para as mulheres, trocando sua longa saia e corset apertado por roupas mais confortáveis para pedalar, consideradas tipicamente masculinas na época. Quinze meses depois de sua partida, Annie retorna para casa e torna-se jornalista do New York World.


Ida Pfeiffer


Aos 45 anos de idade, depois de separar-se do marido e cuidar dos filhos por anos, a dona de casa austríaca Ida Pfeiffer vendeu sua casa e seu piano para bancar o sonho de viajar pelo mundo. Durante 15 anos realizou duas voltas ao mundo, passando pela China, India, Oriente Médio, Indonésia, Madagascar e Brasil.


Freya Madeline Stark


Foto: Robert Mapplethorpe / National Portrait Gallery (UK)

Freya Stark apaixonou-se pela história do Oriente Médio ao ganhar de presente um exemplar de Mil e uma Noites. Com 34 anos, após formar-se em História e servir como enfermeira na Primeira Guerra Mundial, partiu para Beirute iniciando sua vida de viajante, que incluiria outros fascinantes destinos, ainda pouco explorados, tanto por homens quanto mulheres, como o Líbano, Iraque e Irã. Em 1934, publicou o livro O Vale dos Assassinos, no qual revela os relatos de sua viagem como primeira mulher europeia a entrar no Irã. Nos anos seguintes, embarcou ainda para o Iêmen, Turquia e Afeganistão.


Annie Peck


Graduada em filologia e com incrível aptidão para o grego, Annie foi a primeira mulher a estudar arqueologia na Grécia. Já aos 44 anos, começa a praticar alpinismo e passa a viajar pela Europa para praticar. Em seguida, parte rumo à América do Sul, em busca da montanha mais alta do mundo. Em 1909, escalou o monte El Coropuna, no Peru, onde fincou uma bandeira com os dizeres “Votos para Mulheres”.


Kira Salak


Foto: Kira Salak - 2007

A escritora, jornalista e aventureira contemporânea Kira Salak foi a primeira mulher a atravessar a fronteira de Papua-Nova Guiné - experiência que revela no livro Quatro Cantos. Já viajou sozinha para todos os continentes e visitou Moçambique, Irã, Butão, Mali, Líbia, Congo, Birmânia e muitos outros destinos. É ainda ativa na luta pela resistência de mulheres que viajam sozinhas: "Os homens reagem com estranheza. Mas em minha viagem pelo rio Niger, as mulheres dos povoados se amontavam na praia e erguiam suas mãos em torcida. Elas gritavam: ‘Mulher forte’, e torciam por mim enquanto eu passava remando”, contou em entrevista ao National Geographic.


Izabel Pimentel


Foto: Reprodução/Revista Náutica

Izabel é a primeira mulher latino-americana (brasileira!) a dar uma volta ao mundo velejando, e também a primeira brasileira a cruzar o Oceano Atlântico em um veleiro. Incrível, não? Ela narra suas aventuras no livro A Travessia de uma Mulher.

E aí, o que achou das histórias dessas incríveis mulheres? Aventure-se também! :)

Esta oferta/dica foi escrita por Julia Medina

Jornalista curiosa e apaixonada por conhecer novos lugares e planejar roteiros – para nem sempre segui-los. Espera ainda explorar muitos cantos do mundo e poder compartilhar suas dicas e experiências.

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