Viagens a trabalho: a difícil tarefa de aprender a deixar os filhos

Há 99 dias

No segundo episódio da nossa série “Mães que viajam”, conversamos com a Relações Públicas Marjori Schroeder, de 36 anos. Mãe de duas meninas, Beatriz, de cinco anos, e Bárbara, de apenas 1 aninho, ela, assim como muitas de nós, teve que voltar a viajar a trabalho pouco depois de se tornar mãe, um momento bem delicado para toda mulher. “Queria largar tudo, mas fui equilibrada, coloquei as coisas na balança e resolvi seguir. Ainda bem, pois a partir da segunda viagem tudo melhorou”, revela.

Viajando frequentemente há mais de 18 anos, Marjori garante que essa rotina a fortaleceu. “Com certeza sou a mulher independente, destemida e resiliente que sou por conta dessas viagens. Estar fora de casa nos leva a descobrir que podemos nos adaptar e que isso é extremamente poderoso e prazeroso”.

Confira abaixo nossa conversa com a mãe da Bia e da Babi!

Marjori com as duas filhas

Voopter - Quando as viagens começaram a fazer parte da sua vida?
Marjori Schroeder:
Sempre viajei com minha família, principalmente dentro do Brasil, e com mais frequência para nossa casa de veraneio nas férias. Não viajamos muito para o exterior ou para lugares muito exóticos e sofisticados, mas minhas melhores lembranças de infância são basicamente das longas férias que eu passava na casa de praia. No entanto, eu queria ressaltar duas situações muito marcantes relacionadas a viagens. A primeira é que todos os anos o meu pai fazia uma viagem sozinho comigo e com a minha irmã, e minha mãe ficava em São Paulo descansando. Nessas oportunidades aproveitávamos para fazer verdadeiras aventuras, como acampar em barracas e fazer longas viagens de carro. Isso marcou muito a minha infância e pré-adolescência, pois formou o meu espírito de querer sair da minha zona de conforto e de descobrir o prazer de voltar para casa cheia de histórias para contar. A segunda situação foi, sem dúvida, a viagem dos 15 anos, a tão sonhada viagem aos Estados Unidos, não só pelo destino, mas por ser a minha primeira viagem ao exterior sozinha. Lembro da decepção da minha família quando optei pela viagem em vez da festa de 15 anos. Mas para mim, não havia dúvida. Viajar era o que eu queria. O cheiro do passaporte me atrai (rs). Tanto que com 18 anos comecei um estágio em um jornal de turismo e nunca mais sai do segmento de viagens, mesmo formada em jornalismo.

Voopter - Viajar e conhecer novas culturas te transformou de alguma forma?
Marjori Schroeder:
São mais de 18 anos viajando frequentemente por vários lugares do mundo e com certeza sou a mulher independente, destemida e resiliente que sou por conta dessas viagens. Estar fora de casa nos leva a descobrir que podemos nos adaptar e que isso é extremamente poderoso e prazeroso.

Com a filha mais velha em Nova York

Voopter - Sua profissão te leva a viajar com certa frequência. Como foi a primeira viagem a trabalho após a maternidade?
Marjori Schroeder: Foi quando minha filha completou seis meses. Eu ainda amamentava e foi uma loucura o período pré-viagem, pois fiz um estoque para um semana de leite, sem falar em todo esquema “de guerra” que eu montei na minha casa. Lembro que fiz umas tabelas com várias cores de acordo com a responsabilidade de cada um, imprimi em folha A3 e coloquei pela casa toda. Mas o principal choque foi logo que cheguei no destino. Estava com os seios lotados de leite e tive que tirar e jogar fora, pois queria continuar estimulando a produção para quando eu voltasse. Aquela cena parecia uma novela mexicana, pois tirava o leite e chorava ao mesmo tempo. Depois chorava mais ainda ao jogar ele pelo ralo da pia. Um drama. Chorei todos os dias à noite ao chegar no quarto do hotel. Passava o dia bem com as atividades de trabalho, mas à noite batia um culpa enorme e eu chorava até cansar e dormir. Foi horrível. Minha filha era muito pequena e não podia conversar, explicar o que eu estava fazendo e isso me deixava maluca. Voltei ao Brasil e queria largar tudo, mas fui equilibrada, coloquei tudo na balança e resolvi seguir. Ainda bem, pois a partir da segunda viagem tudo foi melhorando. Em muitas viagens eu consigo encaixar uma brecha para levar as meninas, em outras consigo esticar dias de folga e assim eu vou equilibrando a vida pessoal e profissional.

Viajando de avião com a filha mais velha

Voopter - Como você administra hoje a rotina de viagens e o papel de mãe?
Marjori Schroeder:
Depois que virei mãe uma mudança importante foi tentar otimizar meus projetos de viagens e diminuir o tempo fora e a frequência. Também tento conciliar para que eu possa levar as meninas em algumas viagens, e mesmo que só fique com elas à noite, no hotel, ou nos momentos de folga da programação, já me sinto menos culpada. A empresa que eu trabalho é bastante compreensível nessa questão. Ainda é bastante sofrido sair de casa, mas com a mais velha é mais tranquilo, pois posso conversar, explicar, contar o que eu estou fazendo e sinto que ela se orgulha disso, e isso me alimenta e me incentiva.

Voopter - Ter uma rede de apoio dentro de casa te ajuda nesse sentido?
Marjori Schroeder:
Sim, tenho muita gente me ajudando. Meu marido sabe de toda a rotina das meninas e toca tudo muito bem sozinho, mas também tem uma agenda muito cheia de trabalho e viagens. Por isso, tenho também uma babá e o melhor, avós, avôs, tios e tias, bisavó e bisavô. Sem dúvida, estou muito bem servida nessa parte. Quanto a isso eu não sofro, pois sei que elas ficam super bem amparadas, meu sofrimento é em relação à saudade mesmo, prioridade, culpa de mãe, acho que um sentimento normal.

Com o marido e as duas filhas: viagem em família

Voopter - Nas férias, você costuma viajar com as meninas?
Marjori Schroeder:
Sim, Beatriz viaja conosco desde os 3 meses e a Bárbara desde os 2 meses. Levamos as meninas para viagens de “crianças”, mas de adultos também. Tentamos um equilíbrio nos roteiros. Buscamos sempre adaptar nosso roteiro à rotina delas, mas não deixamos de ir para o destino desejado pelo casal.

Voopter - Qual a mensagem que você deixaria para as mamães que, assim como você, precisam se ausentar por alguns dias em função do trabalho?
Marjori Schroeder: Tenham certeza que seus filhos um dia vão se orgulhar muito de vocês!


Esta oferta/dica foi escrita por Natália Strucchi

Jornalista por formação, viajante por opção. E poder juntar as duas paixões numa profissão é a realização de um sonho. De Teresópolis (RJ) para mais de 20 países e centenas de cidades mundo a fora.... Toda essa andança me faz crer que viajar é muito bom, mas poder compartilhar toda esta experiência com outros viajantes é ainda muito melhor!

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