Belém: 10 programas para fazer na “Capital Criativa da Gastronomia” da Unesco

Há 114 dias

Ela é tida como porta de entrada da Amazônia! Sendo assim, é natural que Belém seja exuberante em aromas e sabores e exiba essa intrínseca relação com a floresta, que está ali, distante apenas por uma faixa do rio e que a gente, da janela do carro em meio ao trânsito e ao calor escaldante, consegue contemplar (e fica imaginando) o que esse pedacinho de terra tão ímpar deve guardar.

Desde 2015, é considerada “Cidade Criativa da Gastronomia”, pela Unesco, um projeto responsável por mapear uma rede internacional de destinos que se destacam nas mais variadas artes, tais como gastronomia, turismo, cinema e agrega 180 cidades em 72 países.

Estação das Docas, em Belém Foto: Istock

Sendo tão particular assim, muito de seus passeios obrigatórios - listamos dez nesta reportagem, naturalmente, são ligados à sua riqueza de ingredientes nativos e acabam sendo programas para quem gosta de comer e beber bem.

Bom dia!
Quer saber o point do café da manhã da cidade? É o Tapioquinha da Amazônia! O disputado quiosque, como o nome já sugere, é especializado em tapiocas e a de queijo do Marajó e manteiga é a mais famosa. Fica no Ver-o-Rio, uma praça pública de 5 mil m2, de frente para a baía do Guajará.2

Visita matinal

Mercado Ver-o-Peso, onde encontra-se de tudo Foto: Pixabay

O Mercado do Ver-o-Peso é uma das primeiras coisas que você deve fazer ao pisar na capital paraense. Tudo porque o mega complexo, criado em 1901 e patrimônio tombado pelo IPHAN em 1977, reúne mercado do peixe, de carnes, artesanato e a maior feira da América Latina; configurando-se como uma miniatura das cores e sabores tão particulares que a Amazônia guarda.

É, inclusive, ‘vizinho’ da floresta, já que está às margens da baía do Rio Guamá e de seus corredores podemos enxergar todo o verde desse ‘pedacinho’ que é considerado pulmão do mundo.

Ótimo lugar para comprar castanhas, farinhas, souvenirs - de redes à bolsas e cerâmicas marajoaras. Não saia de lá sem provar os sucos de frutas locais como cajá, taperebá e uxi; e o peixe frito com açaí - sim, aqui ele é um hit da na cozinha salgada!

Hora do almoço
Já falamos aqui que a frutinha aqui é super utilizada na cozinha salgada! E o Point do Açaí é um restaurante para entender isso, já que traz no cardápio todos os modos em que é tradição comer comer açaí, do peixe à camarão passando por charque, carne de panela, frango, picanha.

Fim de tarde
A Estação das Docas, o antigo porto que foi renovado, é uma galeria que que figura como o ‘shopping’ do paraense e agrega lojinhas de moda, artesanato e um boulevard gastronômico. Neste, em especial, três programas imperdíveis: refresque-se a sua tarde com um sorvete na Cairu - o de tapioca e o de cajá são boas pedidas; termine o dia admirando o pôr do sol único, com a floresta ao fundo, tomando uma cerveja de cumaru ou de taperebá, na Amazon Beer. Por mim, o jante no Lá em Casa e conheça pratos mais emblemáticos da cozinha local como o pato no tucupi e a maniçoba

Visitar a floresta

Visitar a floresta é uma das atrações em Belém

Prepare-se para um dia inesquecível: o que você vai pisar na floresta! A Ilha do Combu é a mais próxima da cidade, de fácil acesso por meio de um barco, cujo embarque sai da Praça Princesa Isabel, no bairro de Condor. Custa R$ 5, em média, com partidas a cada 15 minutos.

Lá, você vai entender um pouco como é a vida em palafitas e pode, inclusive, ter a experiência de fazer uma refeição em um restaurante flutuante: Saldosa Maloca é o mais disputado deles e é perfeito para petiscar e bebericar caipirinhas de frutas amazônicas. Leve roupa de banho, pois há duchas e os mais animados, podem ser aventurar a um mergulho no rio. E prepare-se: ali, no ‘quintal’ do estabelecimento, mora um exemplar de sumaúma, tida como uma das maiores árvores do mundo!

Tomar uma cachaça de jambu
O destilado em questão ultrapassou fronteiras e virou um frisson em todo o Brasil. O boteco Meu Garoto é conhecido por ter sido um dos pioneiros nesta invenção, que deu tão certo e hoje coleciona, além da tradicional, uma linha especial com frutas da região, caso de castanha, açaí, bacuri. É um ótimo endereço também para garantir aquela garrafa que vocè quer trazer na mala.  

Programa sagrado
Sabia que todo fim de tarde, quase sempre depois da chuva - que é quase que diária em algumas épocas do ano por aqui; existe um ritual no Pará: sair para tomar um tacacá! Trata-se de um caldo forte, com camarão, tucupi, jambu, pimenta e goma de mandioca, hábito que seria o café da tarde de boa parte do país. As barraquinhas estão em todas as esquinas pela cidade.

Chefs famosos
Se você é aquele foodie que que viaja com os guias gastronômicos a tiracolo, acompanha o trabalho de chefs famosos - sobretudo os que estrelam na TV, saiba que aqui você precisa conhecer duas casas: Remanso do Peixe e Remanso do Bosque! Ambas interpretam a Amazônia com uma leitura atual e moderna e levam a assinatura de Thiago Castanho, apresentador do programa Cozinheiros em Ação, do GNT, que toca a casa juntamente com o irmão, Felipe.     

Uma floresta na cidade!

Parque ecológico Mangal das Garças Foto: Sec. Cultura do Pará

Belém é esse prato farto de sabores, mas sendo um local tão ímpar quando o assunto é natureza, é claro que o roteiro deve incluir um passeio dedicado ao tema. Vá ao Mangal das Garças, um parque ecológico de mais de 40 mil m2, criado pelo governo do Estado em 2005, com o objetivo de ser um oásis amazônico bem no centro de Belém. Inclui borboletário, viveiro, farol, mirante, museu da Amazônia, além de um restaurante, claro. Entrada grátis - visitas monitoradas podem ser cobradas.

Palacete histórico

Casa das Onze Janelas guarda um acervo rico do Pará Fotos: Divulgação Facebook


Os que têm fome de cultura devem visitar a Casa das Onze Janelas! É o museu dedicado à arte contemporânea e fotografia mais importante do Pará e evidencia artistas da região, além de ícones como Tarsila do Amaral. Ocupa um belíssimo casarão do século XVIII, criado pelo senhor de engenho Domingos da Costa Barcelar e que pertenceu ao Exército até o ano 2000. A área externa ainda exibe um belo jardim de esculturas, um forte e o chamado ‘palco’, um mirante para o Rio Guamá. A entrada sai por R$ 4, com gratuidade para crianças até 7 anos, idosos e para o público em geral, às terças-feiras.


Esta oferta/dica foi escrita por Leticia Rocha

Leticia Rocha é brasileira de coração italiano (sobretudo romano!). Tanto que é autora do Rome Sweet Rome (www.romesweetrome.com.br), um guia gastronômico com pegada cool e off turismo dedicado à cidade. Jornalista formada pela UNESP, com Mestrado em Cultura Alimentar e Tradição Gastronômica Italiana, pela Università degli Studi Tor Vergata, em Roma, Itália. Com vinte anos de experiência no mercado editorial, especializou em gastronomia, turismo e lifestyle. Já rodou o Brasil e o mundo: 21 países, em quatro continentes, estão carimbados em seu passaporte. Hoje, ela vive entre São Paulo, Roma e o mundo. Instagram: @romesweetrome facebook.com.br/romesweetromeporleticiarocha

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