Lisboa pela primeira vez: 10 dicas que vão deixar sua viagem ainda melhor

Há 135 dias

Portugal é o destino do ano entre os viajantes brasileiros. E é claro que a capital é parada imperdível para quem visita o país. Eu confesso que já havia me apaixonado por Lisboa desde a primeira visita, em 2010. A cidade é charmosa, pequena e cheia de atrativos - com afeto especial aos atributos culinários.

Agora que a cidade virou minha segunda casa do coração, cada dia traz novas surpresas e descobertas. Algumas boas e outras nem tanto. Afinal, como qualquer destino, Lisboa também tem daquelas coisas que a gente preferia ficar sabendo antes de chegar, mas que nem todo mundo conta. Pensando nisso, separei algumas dicas básicas para quem viaja para Lisboa pela primeira vez e quer aproveitar o melhor do destino!

1) Há pastéis de nata em todos os lugares. Mas nem todos valem a pena




O pastel de nata é um dos (será o maior?) grandes símbolos de Portugal. E sim, eles estão presentes em qualquer padaria ou café do seu caminho. Mas não se deixe enganar. Não são todos que conseguem o perfeito equilíbrio de ingredientes e sabores. Para não errar, encare a provável fila da Manteigaria (os meus preferidos!), pastelaria localizada na zona do Chiado.

Ah, mas, por favor, não chegue pedindo pastéis de Belém. Um pastel de nata é um pastel de nata, e vai ser diferente em cada lugar que você come. Já o pastel de Belém você só encontra na Fábrica de Pastéis de Belém, que fica bem ao lado do Mosteiro dos Jerónimos, em Belém, ora pois! Fique de olho no Voopter que em breve eu trago uma listinha dos melhores pastéis de nata para provar por Lisboa.

2) Fuja dos menus para turistas


Caminhando pelas zonas mais turísticas não é difícil encontrar algumas ofertas tentadoras de menus de refeição. Mas vale segurar a fome e procurar uma daquelas tascas mais discretas e frequentada pelos locais. A Rua Augusta (na região do Rossio, perto da Praça do Comércio) deve ser um dos pontos onde há a maior concentração desses restaurantes beeeem turísticos. Mas com mais uns 10 minutinhos de caminhada você chega até o A Esquina da Fé, com deliciosos croquetes para a entrada e pratos de bacalhau, polvo, cabrito… Tudo com preço justo e preparados pelo João, cozinheiro da casa há cerca de 30 anos.

3) Evite o elétrico 28 na hora de pico




Um dos passeios mais tradicionais de Lisboa é tomar o elétrico 28. O bondinho passa por diversos pontos turísticos da cidade, como o Castelo de São Jorge; além de percorrer antigos bairros da cidade, como a Graça e a Alfama. Porém, o passeio pode se tornar um tanto chato no horário de mais movimento. Por conta disso, o ideal é pegá-lo bem cedinho pela manhã ou pela noite, quando o fluxo de pessoas costuma ser menor. Assim você tem mais chances de curtir o percurso sentado e com tranquilidade.

Uma alternativa é tomar o Elétrico 12. Ele faz um percurso (circular) menor, saindo da Praça da Figueira (na Baixa) e subindo em direção ao Castelo pela Alfama; e geralmente está mais vazio que o famoso 28.

4) Quem não tem cartão de transporte paga mais caro


Comprar as passagens individualmente a bordo ou na bilheteria dos transportes sai mais caro. Pra economizar, aposte nos passes individuais e recarregáveis Viva Viagem. Eles são vendidos em qualquer estação de metrô ou nos postos de venda da CARRIS - por 0,50€ - e podem ser usado no ônibus (autocarro), metrô ou elétrico.



Há algumas modalidades de carregamento: com valores avulsos, passe diário ou zapping. Para quem está viajando, o bilhete diário é uma boa opção. Com ele, você paga a partir de 6,30€ e tem viagens ilimitadas durante 24 horas após o primeiro uso; e você também pode usá-lo para subir no Elevador de Santa Justa, por exemplo. Só pra você ter uma ideia, o valor para subir no Elevador custa 5,15€ e o bilhete individual do Elétrico é 2,90€.

Outra boa opção para os viajantes é o Lisboa Card, que oferece passes de 24h, 48h ou 72h; além de entrada gratuita e descontos em diversas atrações. Ele pode ser adquirido online ou em postos de turismo.

5) Não conte sempre com o cartão para pagamentos


Apesar de ser uma cidade super turística, ainda há muitos estabelecimentos que não trabalham com cartão em Lisboa. Se você é do tipo que não anda com dinheiro no bolso (prazer, eu!), pode acabar passando por algum perrengue. Em grandes lojas, hotéis e monumentos isso não vai acontecer. Mas alguns bares e restaurantes mais tradicionais apenas aceitam dinheiro ou cartões emitidos em Portugal. Isso por conta das taxas e impostos altos para manter as máquinas de cartões internacionais.

Por via das dúvidas é melhor estar prevenido. E se for pedir ajuda para encontrar um caixa eletrônico, cuidado com a palavra “sacar”, que por cá está ligada a roubo. Pergunte onde “levantar dinheiro”.

6) Troque um dos restaurantes “chiques” de fado por um bom fado vadio


Não quer ir embora de Portugal sem ouvir fado? Faz bem. Porém, não vá entrando logo em qualquer Clube de Fado. Há alguns estabelecimentos que cobram muito caro pela experiência, e que muitas vezes está longe de ser autêntica.



Se quer curtir um fado tradicional, experimente conferir um fado vadio, como é chamado o fado que passa longe dos espetaculares shows, e onde amadores e profissionais podem cantar. A Tasca do Chico, no Bairro Alto, é figurinha fácil de guias de Lisboa, e vale a fama! Mas você também pode tentar outras opções, como o Devagar Devagarinho, o A Severa e a Tasca do Jaime.

7) Leve sempre uma ecobag com você


Especialmente se você costuma passar no supermercado quando viaja, vai precisar delas. Assim como em outras cidades da Europa, as sacolas plásticas são pagas à parte das compras no mercado. O valor costuma variar entre 5 a 10 centavos de euro, mas pra economizar esses trocadinhos e ainda ajudar o meio ambiente, por quê não levar uma ecobag com você? Outra boa ação sustável que você pode praticar é encher sua garrafa com água da torneira antes de sair para turistar. A água de Lisboa é de boa qualidade, pode confiar!

8) Aprenda como pedir café certo em Portugal




Pedir o café certo (digo, aquele que você realmente esperava beber quando fez o pedido) não é uma tarefa tão simples. Então vão algumas dicas pra não se confundir. Primeiro, Xícara é Chávena. “Uma café, se faz favor” é pra pedir um café expresso. Mas em Lisboa também usa-se “uma bica”. A dose do expresso geralmente é pequena. Se quer mais da bebida, opte por um “café cheio” (uma bica com a chávena mais cheia) ou um “café duplo” (dois cafés numa xícara maior que a da bica).



Um “Café com cheirinho” é o café com bagaço (aguardente portuguesa). “Café sem princípio” é quando deixa-se de fora o início do café moído para depois encher a xícara. Um “Garoto” (no sul de Portugal) ou um “Pingo” (no norte) é um expresso com espuma de leite. Já o “Pingado” é uma bica com um pingo de leite frio. Se quiser um café com leite quente, peça uma Meia de Leite (servido na xícara) ou um Galão (servido no copo de vidro e geralmente com mais leite que café).

Se gosta de um café mais fraco, vá de “carioca” (quando tira-se o primeiro café e depois tira-se outro dos mesmos grãos e serve-se o segundo na xícara). Um café curto ou italiana é o café curto mesmo, mais intenso e concentrado. Já um “Abatanado” é um café servido numa xícara maior, assim como o duplo, porém com mais água, ou seja, menos concentrado. E se quiser que o café seja servido numa xícara quente, peça uma “chávena escaldada”.

9) Preste atenção nas senhas de atendimento


Para não precisar ficar esperando à toa, fique atento ao entrar nos estabelecimentos e verificar se não é necessário pegar uma senha de atendimento. Na Padaria Portuguesa (impossível não esbarrar por uma delas durante a sua viagem), por exemplo, costuma haver senhas para quem vai comer na loja e para quem vai levar.

10) Cuidado com os pickpockets (batedores de carteira)


Calma, esse tópico não é pra assustar ninguém. Lisboa continua sendo uma cidade segura. Inclusive, ela é considerada uma das mais seguras de toda a Europa pelo European Safety Observatory. Porém, como em toda grande cidade turística é preciso tomar cuidado com os batedores de carteira, especialmente no transporte coletivo.

Esta oferta/dica foi escrita por Julia Medina

Jornalista curiosa e apaixonada por conhecer novos lugares e planejar roteiros – para nem sempre segui-los. Espera ainda explorar muitos cantos do mundo e poder compartilhar suas dicas e experiências.

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