Já não presenteio meu namorado, meus pais e amigos com coisas. O mundo já está transbordando delas. Decidi presenteá-los com experiências. Sempre tive pavor quando as pessoas me contavam que quando terminavam o namoro, devolviam todos os presentes que tinham ganho. Que horror! Deus me livre, saber que alguém pode devolver o meu amor em caixas pardas na porta da minha casa. Por causa disso, optei por presentear as pessoas, e a mim mesma, com tudo aquilo que não pode ser devolvido. Acredito que assim seremos eternos no coração de cada pessoa que um dia amamos.

Na época em que ainda tinha muitas coisas, eu nunca tinha dinheiro para comprar experiências. As coisas ocupam muito tempo, espaço, dinheiro e energia. E comecei a perceber que deixando as coisas de lado, as experiências ocupavam bem menos espaço. Estocava-as na memória e no coração. Fui me desapegando das roupas quando percebi que quando vivo por inteiro, a roupa pouco importa, pode ser repetida e até estar pela metade. Vivo com mais intensidade por saber que o valor daquele momento independe da etiqueta que visto. E essa matemática inversa me faz viajar e viver um monte de experiências pelo mundo vestindo as mesmas roupas, com pessoas diferentes. E já não tenho saudades de quando usava roupas diferentes todos os dias para estar no mesmo lugar e com as mesmas pessoas.

Agora não existem paredes a serem decoradas, mas uma vida (e um passaporte) a serem preenchidos de histórias.


E nada nos impede de possuir as coisas, o que precisamos lembrar é que as coisas não devem nos possuir. Devemos escolher o que guia a nossa vida e como estamos tocando o outro.

Se optarmos pelas coisas, que elas venham com consciência.

Se optarmos pelas experiências, que elas venham com alegria de viver.

Se for para deixar algo de lado, que seja a vaidade.

Se for para se apegar, que seja às nossas histórias vividas.

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