Na hora de fazer uma viagem internacional, uma dúvida muito frequente é: como levar dinheiro para o exterior? Em espécie, no cartão pré-pago ou cartão de crédito? A resposta é: depende. Cada opção tem suas vantagens e desvantagens. Se o seu critério de decisão é apenas econômico, pagar em dinheiro é melhor a alternativa, por conta do menor imposto. Mas há ainda outros fatores a se considerar, como a segurança e a conveniência do uso.

Para driblar imprevistos, o ideal é ter mais de uma opção disponível. Melhor ser prudente do que passar perrengue lá fora, né? Veja abaixo os principais prós e contras de cada alternativa:

DINHEIRO




Em maio do ano passado, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na compra de dinheiro estrangeiro em espécie subiu de 0,38% para 1,1%. Apesar do aumento, quem prefere comprar moeda estrangeira ainda sai na vantagem. Para usar o cartão pré-pago, de débito ou crédito, a taxa é de 6,38%.

Só pra você ter uma ideia, uma pequena simulação: se você quiser comprar R$1.000 em moeda estrangeira, em dinheiro vivo o IOF será de R$11, enquanto nos cartões será de R$63,80.

Vantagens:


- O IOF é o mais baixo dos meios de pagamento.

- Não precisa se preocupar com senhas e taxas bancárias.

- Qualquer estabelecimento aceita compras em dinheiro.

- Mais fácil controlar os gastos.

Desvantagens:


- A principal, e talvez única, grande desvantagem: a segurança. Em alguns destinos, pode ser um pouco arriscado sair por aí com monte de dinheiro. Por isso, lembre-se de perguntar se o seu hotel/pousada/hostel possui cofre para guardar bens de valor.

Dica amiga nº1: antes de trocar seu dinheiro, pesquise a cotação em diferentes casas de câmbio e evite trocar moeda nos aeroportos ou perto de atrações muito turísticas, onde os preços praticados costumam ser mais altos.

Dica amiga nº2: não guarde todo o dinheiro em um único lugar. Deixe um pouco no cofre e divida o resto entre a carteira e a doleira, por exemplo. E sempre lembre aonde guardou!

Atenção: para sair do Brasil com mais de R$10.000 em espécie (ou equivalente em outra moeda) é preciso declarar o valor à Polícia Federal.

CARTÃO DE CRÉDITO




Comodidade, segurança e acúmulo de milhas são os principais benefícios do cartão de crédito. Porém, além do IOF de 6,38%, você ainda está sujeito à variação cambial. Veja as principais vantagens e desvantagens de fazer compras no crédito:

Vantagens:


- Boa opção para acumular de milhas. Quanto mais compras com ele, melhor. E já funciona como uma “caixinha” para o próximo roteiro.

- As principais bandeiras, como Visa e Master, são aceitas pelos quatro cantos do mundo.

- Você pode planejar suas compras de acordo com o vencimento do cartão.

- A segurança de não andar com o dinheiro vivo.

- Qualquer imprevisto, basta entrar em contato com a operadora do cartão.

- É possível realizar saques com ele, se necessário (fique de olho na tarifa dessa operação).

Desvantagens:


- O IOF de 6,38% não é nada motivador.

- A cotação da moeda pode variar e na hora do vencimento da fatura você acabar pagando mais do que calculou no momento da compra. É contar com a sorte.

- Mais fácil perder a linha no controle das despesas.

Dica amiga: mesmo que você não vá usar o cartão para os principais gastos da viagem, levá-lo com você é uma segurança para qualquer emergência que necessite de um grande valor.

Atenção: antes de embarcar não se esqueça de desbloquear seu cartão para compras no exterior!

CARTÃO PRÉ-PAGO


O cartão pré-pago (os mais populares são: Travel Money e Cash Passport) funciona de forma bem simples. Você carrega ele com o valor desejado e as compras realizadas vão sendo debitadas do saldo. As tarifas podem variar de acordo com o emissor do cartão, por isso é importante informar-se sobre as taxas de recarga, saque e outros serviços. A carga pode ser feita em dólar americano ou canadense, euro ou libra, e as compras e saques são realizadas na moeda do país que você está (com as respectivas conversões).

Para a tristeza dos viajantes, desde 2013, o IOF de 6,38% válido para o cartão de crédito começou a valer também para outras formas de pagamento, como cartões pré-pago, saques e cheques de viagem (antes de 0,38%), o que tirou o proveito financeiro desse meio de pagamento.

Vantagens:


- A segurança de não andar com dinheiro.

- O valor é descontado na hora da compra, o que facilita o controle dos gastos.

- Não sofre com a oscilação do câmbio, pois o valor da moeda é congelado com a cotação do dia da compra.

- Em caso de perda ou roubo, basta notificar a operadora do cartão.

- Se precisar de mais dinheiro, você pode fazer recargas ao longo da viagem.

Desvantagens:


- A taxa de IOF é igual à do cartão de crédito: 6,38%.

- Paga-se uma tarifa de cerca de 2,50 (na moeda do cartão) para cada saque.

- Não tem acúmulo de milhas.

Além de como levar dinheiro para o exterior, confira outras dúvidas frequentes: 



Para os países onde a moeda não é o dólar, o euro ou a libra, como levar dinheiro?


Nesses casos, geralmente, a melhor opção é comprar dólares e trocar no país de destino. Além do dólar americano, do euro e da libra, grande parte das moedas estrangeiras são fracas ou não tem grande circulação no Brasil, o que pode tornar difícil conseguir uma boa conversão. Mesmo realizando duas operações de câmbio, costuma ser mais vantajoso do que comprar a moeda fraca aqui no Brasil. Já outras moedas fortes, como o dólar canadense, o franco-suíço e o australiano são mais fáceis de encontrar com boas cotações em algumas casas de câmbio brasileiras.

Para calcular se vale a pena fazer a troca aqui no Brasil, fique de olho na diferença entre os preços de compra e venda. Você já deve ter percebido: quando a gente compra, paga sempre o valor mais caro; e quando vende, recebe sempre na cotação mais barata. Nada mais nada menos do que a taxa de lucro da casa de câmbio.

Embarcando para um destino cuja moeda não é o dólar, a libra ou o euro, você fará, inevitavelmente, dois câmbios. O primeiro para comprar dólar aqui e o segundo para trocar esses dólares pela moeda local, por exemplo. Isso representa uma perda de cerca de 10%. Se você encontrar a moeda do país de destino em torno de 10% mais cara que a cotação comercial, é vantagem trocar aqui no Brasil. Porém, se for maior do que isso, melhor adquirir os dólares norte-americanos e trocar depois no destino.

Vale a pena levar reais brasileiros para trocar no exterior?


Não. Como o real é uma moeda fraca e de pouco circulação lá fora, não é tão fácil conseguir uma boa cotação. As exceções: Buenos Aires, Santiago do Chile e Montevidéu. Como esses são destinos com grande circulação de brasileiros, é possível fazer um bom negócio trocando reais. Muitas vezes até melhor que o dólar, viu?

Mas atenção: em algumas cidades menores pode ser penoso encontrar uma casa de câmbio com boa cotação para trocar a nossa moeda. O dólar é mais corrente e valorizado, portanto, mais fácil de fazer a operação.

O dólar baixou e o euro subiu: levo dólares para trocar na Europa?


Por favor, não. Se o dólar desvalorizou aqui, ele também desvalorizou lá. Ao trocar seu dinheiro na Europa você vai fazer dois câmbios e ainda pagar a diferença que "supostamente" estava economizando. E mais o lucro da casa de câmbio do país de destino, viu?

E aí, o que achou das dicas de como levar dinheiro para o exterior? Como falamos no início, o ideal é contar sempre com mais de uma opção no caso de alguma emergência. Para facilitar, faça um orçamento do seu roteiro, calculando gastos com alimentação, transporte e ingressos das atrações. Ah, e claro, pesquise o melhor preço para a sua passagem internacional no site do Voopter. Boa viagem! :)

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